Rick Yates, vocalista da Beligerantes, fala sobre o processo de composição, influências e sobre o cenário carioca numa bela entrevista.

 

1) Como surgiu a Beligerantes?

É a velha história de encontro entre amigos. Em 2003 voltei de uma temporada de quase 4 anos nos EUA cheio de esboços, letras, ideias e desejos de me expressar através de palavras e músicas. Assim que cheguei no Brasil comecei a produzir a banda de um amigo, comecei a estudar a teatro e descobri que o irmão da minha namorada na época era baterista. Sentamos, mostrei as letras, trocamos referências, gostos, sons e chamamos amigos próximos para um dia em estúdio. Nunca mais paramos…

2) Que bandas são as maiores influências de vocês?

Os integrantes da banda têm influências bem diversificadas e acho que isso se reflete no nosso som de alguma forma. Tom Zé, Smiths, Caetano, Boato, Doors, Jorge Ben, Rolling Stones, Beatles, Fela Kuti e a lista não para… Escutamos muitos sons novos também. Não paramos de pesquisar… Somos fãs de música e do novo.

3) Como é o processo de composição de vocês?

Ele varia bastante mas na maioria do casos eu escrevo a letra e depois partimos para a construção da harmonia e melodia. O processo inverso também existe mas é mais raro. Algumas letras também têm participação de outros membros. Duas músicas que não estão no EP ilustram isso… “Elvira”, por exemplo, é toda escrita pelo baixista e flautista, Fernando Dande. Só a parte falada é minha. Outro exemplo é “Pólen” que é metade escrita por mim e a outra pelo Guitarrista, Fabiano Alano.

4) Como anda o cenário carioca?

Em relação a quantidade e qualidade das bandas eu acho excelente. Se produz muito e temos de tudo, né? Acho que o problema maior é de acesso as bandas e a música que é feita. Temos poucos espaços físicos e digitais para as bandas de pequeno e médio porte na cidade. Mas sou muito confiante e otimista que as mídias digitais já estão mudando esse cenário… A Zamus é um exemplo disso.

5) E o CD, como foi a experiência de gravá-lo?

Foi difícil pra caramba! rsrs… Bom, finalizamos o ano de 2009 felizes da vida. Tocamos nas principais casas de shows de médio e pequeno porte do Rio e, em Dezembro daquele ano, recebemos uma proposta para gravarmos e lançarmos o nosso primeiro álbum através de um selo. Começamos a ensaiar, fechamos os arranjos que faltavam e partimos para a gravação do álbum (que naquele momento seria de 10 músicas) mas o processo foi interrompido por que o selo acabou. Pegamos os fonogramas das 5 músicas que já tínhamos gravado (ainda tentamos gravar mais duas mas sem sucesso) e partimos para a mixagem (que também foi difícil e com idas e vindas). Só terminamos o processo do álbum (iniciado em 2009) em 2012 que foi um ano sensacional pra gente… Fizemos muitos shows, conseguimos finalizar a mix, masterizar e lançar o EP. Não é a toa que o nome do EP é “Oh Luta“.

6) Quais outros projetos independentes vocês têm acompanhado?

O conceito de bandas e música independente se alargou muito, né? Muitos artistas populares e que já foram de grandes gravadoras no passado lançam música de forma independente mas vou colocar as duas bandas que ouvi essa semana e que eu curto bastante: Letuce e La Vereda.

Beijos e brigado, Rick

Zamus, Educação e Tecnologia para o Novo Mercado da Música.

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