Drunk Lions é uma banda de Rock n’ Roll cheia de energia e som direto. Batemos um papo com Cainã e Gabriel que nos contam tudo sobre seus planos e a cena.

Drunk Lions

Zamus – Porque a vocês chamam o trabalho de vocês de Demo? É só escolha ou tem algum motivo relativo a gravação, ou modo de gravação?

Drunk Lions – É uma prévia feita em casa, uma demonstração do nosso trabalho, nada oficial ainda.

Zamus – Então tem gravação e composição correndo por aí?

Drunk Lions – Sim! Estamos ensaiando musicas novas e nos preparando pra gravar um single que deve sair ainda esse ano.

Zamus – Essa história de formatos (Demo, EP, Single, Long) já foi palco de grandes debates por aqui. O que você acha disso? Acredita que algum tipo de formato seja superior ao outro no meio independente e pela distribuição pela internet?

Drunk Lions – Acho que ter um disco completo é o mais importante pra um musico. É a arte final, pelo menos do meu ponto de vista. EPs e singles são mais amostras pras pessoas conhecerem a banda e comprar o disco. Já demo é algo menos produzido.

Zamus – E o esquema de gravação de vocês? É caseiro mesmo ou estúdio (Coisa mais profissional)? Se não, desejam isso?

Drunk Lions – A demo foi gravada em casa com uma caixa acústica, samplers e uma mesa de 4 canais. Mas, a idéia pras próximas musicas é sim gravar em um estúdio profissional. Já até tenho um produtor em mente, mas ainda não é nada certo.

Zamus – Ter um trabalho mais certinho, mais limpinho (produzido) não te faz pensar que você pode fugir um pouco da idéia dos Vagabundos Iluminados ou dos Leões Bêbados? (Risos)

Drunk Lions – Eu acho que não. O que importa é a mensagem.

Zamus – Alias, esse títulos fazem jus ao som que vocês colocaram pra audição. Bem legal, completa um pouco a identidade do som e acho que da banda. Os drunk Lions são? (Saberia definir?)

Drunk Lions – Eu acho que nós temos uma pegada do Punk, do Grunge e do rock anos 70. Mas não sei como definir. A Drunk é uma banda de rock alternativo. Eu vejo o som da Drunk Lions como um som de garagem, cru, sujo, reto e sem frescuras, com influencias do punk ao rock clássico.

Zamus – E o som, bandas, que define vocês?

Drunk Lions – Cara cada um ouve bandas diferentes, o que acaba complementando bastante na hora de criar uma musica. Mas de influencias: tem Melvins, Nirvana, Sabbath, Iggy Pop e outras bandas de garagem que a gente acaba se influenciando também. Zefirina Bomba, Senium, Elder, Monaural, Senium, Verbena, The Flaming Driver.

Zamus – E a cena musical aí do Sul, como é que recebe o som de vocês? Vocês tocam muito em locais?

Drunk Lions – Na verdade ainda não fizemos nenhum show. Então não sei como o pessoal vai reagir, mas temos ouvido muitas criticas positivas sobre o som. Aqui em Florianópolis é difícil tocar música própria – até tem lugares para tocar, porém o pessoal aqui sai de casa pra ouvir cover. Acho que em todo o Brasil! tá foda, no termo de lugares pra tocar. Em Porto Alegre, vários bares fecharam depois do incidente com a Boate Kiss em Santa Maria por questões de Segurança e picos que não tinham saída de emergência. Mas ainda têm alguns bares que estão abertos as bandas autorais, ultimamente o que tem faltado é publico. Em Floripa já não existe uma cena Rock como em outras capitais. É mais difícil.

 Zamus – Lendo isso eu acho que vale a pena saber de vocês o que vocês pensam pro futuro da banda enquanto independentes. Inclusive por que vocês acabam de dizer que o cenário daí é meio complicado. Existe uma idéia do que querem fazer ou simplesmente vão fazer? Gravar, tocar, divulgar… Ou não é preocupação?

Drunk Lions – Vamos Fazer. Isso é certo! (Risos) Eu acho mais legal aquele lance punk do faça você mesmo. Ainda tem muita banda boa esperando acontecer, mas a cena musical não é mais como anos atrás, tu tem que correr atrás. Tem muita gente que diz que o rock morreu, mas não é verdade. Tem muita banda boa por ae, o problema é que tem banda que fica esperando as coisas caírem do céu como se fosse a 10 ou 20 anos atrás e essa “cena” não passa de uma utopia.

O Rock and roll é um negócio como qualquer outro. Dá dinheiro se souberem como fazer isso. Foi de um monte de fãs do rock que tinham uma grana pra investir nisso que surgiu o movimento punk dos anos 70 na época do CBGB com as bandas New York Dolls, Velvet Underground, Johnny Thunders, Ramones etc.. Antigamente tinham esses malucos que eram produtores e tinham grana pra investir nisso. Hoje em dia não tem ninguém com “culhões” pra bancar o Rock, as bandas têm que se virar como dá, a grana é curta e tudo é caro.

Outra coisa que acho importante mencionar também é sobre os donos de bares, nem sempre eles estão interessado em ajudar a cena rock and roll e os caras vivem disso. Então acaba sendo meio burrice da parte deles. É claro que há bares e bares, mas a maioria ta ali pela grana e isso acaba sendo ruim pra musica e pra quem é musico.

Zamus – Depois desse grande relato não é preciso dizer mais nada. (Risos) Gostaria de terminar complementando algo?

Drunk Lions – Eu queria te agradecer por ceder o espaço pra nós aqui no site. Eu admiro o trabalho de vocês por tá dando essa chance pras bandas mostrarem o trampo que elas fazem. Sempre o que ajudou na cena rock foram as mídias independentes, como os fanzines, por exemplo. Hoje a internet ta ae como meio de divulgação e ela é aberta ao publico sem censura, seja tendo um blog ou site. É uma ferramenta que ta ae na nossa cara e deve ser explorada.

Por Márcio Maurício

 

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Zamus, Educação e Tecnologia para o Novo Mercado da Música.

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