Modelos de negócios dos serviços de música digital

Cada dia que passa os serviços digitais de música se tornam a realidade, tanto para os que criam música, quanto para os que a consomem. Ouvir do seu celular o novo hit do Ed Sheeran ou na Starbucks do shopping, que utiliza playlists do Spotify para criar um ambiente sonoro para seus clientes, é o novo modus operandi.

Já falamos aqui sobre a qualidade de áudio oferecida pelos serviços como Spotify, Deezer, Google Play, Napster e outros, mas dessas centenas de serviços, quais suas diferenças em relação à cobrança feita aos usuários para consumo da música?

Bom, não são muitas. Na verdade, eles estão cada vez mais se intensificando em serviços de assinatura, visto que o download está, assim como as vendas físicas, em grande declínio.

LOJAS DE DOWNLOAD

Essas lojas permitem que você compre faixas ou álbuns individuais, da mesma forma que faria em uma loja de discos físicos. Eles normalmente permitem ouvir uma amostra de uma faixa antes de decidir se irá comprar. A loja de downloads mais conhecida em todo o mundo é o iTunes, mas há muitos outros oferecendo música a preços altamente competitivos.

SERVIÇOS DE ASSINATURAS

Esses serviços oferecem acesso a uma vasta biblioteca de faixas por uma taxa mensal relativamente baixa. Normalmente, pode ouvir estes serviços no seu computador, celular e tablet, criar e compartilhar listas de reprodução com outros assinantes ou em suas redes sociais. Os serviços de assinatura mais conhecidos em todo o mundo são Napster, Google Play, Apple Music, Deezer e Spotify, mas existem muitos outros no mercado.

SERVIÇOS DE SUPORTE POR PUBLICIDADE

Serviços suportados por publicidade permitem você escutar legalmente grandes catálogos de música de graça, enquanto artistas e gravadoras recebem receita da publicidade colocada sobre eles.

O uso de serviços de streaming suportados por propaganda de áudio é semelhante a ouvir rádio comercial, exceto pelo fato de você ter controle (ou não) sobre a lista de reprodução. Vários desses serviços de áudio também oferecem pacotes de assinatura que permitem que você largue a publicidade.

Para a maioria destes serviços, tudo o que você precisa para começar a ouvir música é uma conexão à Internet, idealmente de banda larga, e um player, seja ele seu computador, laptop, iPod, celular ou tablet.

SERVIÇOS HÍBRIDOS

Alguns serviços utilizam mais de um modelo de negócio para poder atingir seus objetivos e prover acesso a música. Vamos visitar alguns deles:

  • O Google Music, por exemplo, possui tanto o modelo de Loja de Downloads como o serviço de assinaturas.
  • A Apple possui o iTunes, serviço de Loja de Downloads, bem como o Apple Music, serviço de assinaturas.
  • A Deezer e o Spotify trabalham com o modelo freemium, ou seja, possuem um serviço de assinaturas, mas os usuários podem optar por não pagar uma assinatura, tendo acesso às músicas, mas sendo interrompindos momentaneamente por anúncios.

Conclusão

Como dito anteriormente, a tendência é a de que os serviços de música por assinaturas cresçam cada vez mais, como o tempo têm demonstrado. Mas, isso não quer dizer que os serviços suportados por publicidade venham a acabar. Até porquê, eles servem como estratégia dos serviços para captação de novos usuários, como é feito pela Deezer e pelo Spotify.

O Spotify, por exemplo, chegou a 50 milhões de usuários pagantes em Março de 2017, tendo outros 50 milhões de usuários prontos para serem convertidos a pagantes. Inclusive, eles vão começar a restringir acesso à alguns lançamentos apenas para usuários pagantes na tentativa de converter os usuários dormentes.

Outro que continuará com o modelo de negócios através de anúncios é o YouTube, que apesar de ser uma plataforma de vídeos de todos os tipos, têm na música a maioria dos seus acessos.

 

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Zamus, Educação e Tecnologia para o Novo Mercado da Música.

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