Formatos de áudio e as plataformas de streaming

Em nossa história recente são inúmeros os casos de avanços tecnológicos em diversos setores. Isso também ocorreu no mercado da musica, modificando o modo de ouvir e mexendo muito com os modelos de áudio existentes. Vamos conhecer, então, quais os formatos digitais utilizados pelas principais plataformas de streaming.

Generalizando, existem os formatos de áudio não comprimidos (Lossless) e os comprimidos (Lossy). Ainda dentro dos formatos de áudio, encontramos variações de taxa de amostragem e de bitrate, que aumentam ou diminuem a qualidade de formatos de áudio comprimidos. Os formatos não comprimidos garantem uma qualidade melhor no som, no entanto são mais pesados, com isso os serviços de streaming, logicamente, começaram utilizando formatos comprimidos como o MP3 e o Ogg Vorbis. Hoje, alguns serviços tentam se diferenciar justamente pelo fato de utilizarem formatos lossless.

Marc Urselli, engenheiro de som suíço, fez um teste com o Beats Music (agora, Apple Music), MOG, Google Music, Rdio e Spotify, para identificar, através da leitura de transferência de dados na rede e do arquivo enviado pela plataforma, para descobrir quais os formatos de áudio são utilizados. Ele acabou descobrindo que além de utilizarem 3 formatos diferentes, um para quando a conexão é WiFi, outro para conexões a cabo e uma outra para quando você baixa as músicas para ouvir offline, alguns não apresentam a qualidade “vendida”.

Dos resultados, removemos o MOG, pois fecharam as portas no dia 15 de abril de 2014, e incluímos o Tidal e o Deezer para representar os lossless. Outro detalhe, o fator “offline”, foi medido através do download de um álbum e não de uma música, como nas outras métricas.

Apple Music

  • Banda larga: 13.2 Mb (um pouco abaixo de MP3 320 kbps);
  • WiFi: 54.70 Mb  (WAV – qualidade de CD);
  • Offline: 35.8 Mb (aproximadamente MP3 96 kbps)

Google Music

  • Banda larga: 25.1 Mb (bem melhor do que MP3 320 kbps);
  • WiFi: 33.19 Mb  (abaixo da qualidade de CD);
  • Offline: 64 Mb (equivalente a MP3 192 kbps)

Rdio

  • Banda larga: 13.6 Mb (um pouco abaixo de MP3 320 kbps);
  • WiFi: 18.59 Mb  (bem abaixo da qualidade de CD);
  • Offline: 67.6 Mb (equivalente a MP3 192 kbps)

Spotify

  • Banda larga: 17.2 Mb (acima de MP3 320 kbps);
  • WiFi: 12.15 Mb  (abaixo de MP3 320 kbps);
  • Offline: 73.3 Mb (um pouco maior do que MP3 192 kbps, mas, abaixo do MP3 320 kbps)

Deezer

  • Discovery: MP3 128 kbps;
  • Premium: MP3 320 kbps;
  • Elite: FLAC 1411 kbps;

Tidal

  • HiFi: FLAC 1411 kbps;
  • Premium: AAC 320kbps;
  • Premium Mobile: AAC 96kbps;

O Tidal é uma das poucas plataformas de streaming hifi, utilizando FLAC como formato de áudio, que na prática não é lossless, pois é comprimido e refeito no player. Em geral, os formatos mais utilizados são MP3, Ogg Vorbis, WAV, AAC, FLAC, ALAC e agora o MQA está vindo como uma promessa. Inclusive, o Tidal já foi testado utilizando MQA em aparelhos da Meridian Audio.

Claro que existem outras considerações a serem feitas ao escolher um serviço de streaming, como aponta este artigo, mas, notem, a qualidade do áudio não é um fator listado. Considerando que, maior qualidade implica em ter e gastar mais banda, as plataformas acabam por negligenciar a qualidade pela experiência final do ouvinte.

Bacana é fazer um blind test das plataformas para ver se realmente faz diferença a qualidade do áudio, como nas discussões sobre vinil e digital. Segue um video do TheVerge com um blind test.

Eu testei o Deezer, Spotify e Rdio. No começo eu fiquei no Spotify com anúncios, nunca me incomodaram. Bem menos do que uma rádio, por exemplo. Agora eu uso a Rdio, pois eles dão uma conta completa para o representante de um artista na plataforma. Se você é artista e já tem suas músicas na Rdio, adquira sua página de artista e a conta gratuita. Caso ainda não tenha suas músicas nas plataformas, não perca tempo e coloque-as nas nuvens agora mesmo!

Para finalizar, gostaria de pedir que respondesse um pequeno questionário (3 perguntas de múltipla escolha) para nos ajudar a entender mais sobre como as pessoas escolhem e utilizam os serviços de streaming. Os dados da pesquisa estão abertos para todos e serão disponibilizados em outra matéria.

Ah, não esqueçam de deixar comentários!

 

Tags:

Zamus, Educação e Tecnologia para o Novo Mercado da Música.

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