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Alex Guterres, vocalista da Hey Ho Charlotte, conta um pouco sobre sua viagem ao Uruguai e as inspirações que lhe deram um álbum solo.

20130523-Guterres Divulgação Acredito que quase nenhum projeto musical é feito 100% sozinho. Sou músico há mais de dez anos e sempre encarei a música como um processo coletivo. “Uruguay”, título do meu primeiro trabalho “solo”, certamente não será diferente. O fato é que agora estou focado na produção de canções que brotem inteiramente de mim e das minhas experiências pessoais, o que não elimina a minha produção com a Hey Ho Charlotte, que está em plena atividade, diga-se de passagem.  “Uruguay” é uma ideia recente que surgiu a partir de uma viagem inusitada e um caso de amor repentino por um instrumento novo.

No início de Abril recebi um convite para registrar em vídeo os dois dias do Fest by Contrapedal, festival de música que acontece todo ano em Montevidéu, Uruguai. Foi muito interessante não ter ido ao festival como músico. Isso me livrou da euforia de participar da festa ativamente. Tive mais sobriedade para absorver o que ta rolando de novo no cenário independente latino-americano e também a chance de conhecer e trocar idéias com artistas e produtores, como os caras do Duo Finlândia e Gabriel Turielle, diretor do festival.

Apesar de ter ido como videomaker, não pude deixar passar as oportunidades musicais. Meu plano era pesquisar em Montevidéu um acordeom que fosse bom e mais barato do que os de Recife para comprar e começar a aprender.  Não vi nenhum.  Ao invés disso esbarrei em um ukulele que me custou 52 dólares. Eu não sabia tocar acordeom, muito menos ukulele, mas decidi levar e ver no que dava. Logo notei a versatilidade do instrumento e vi que daria pra tirar algo proveitoso dele.

Dito e feito. Faz pouco mais de um mês que voltei pro Brasil e já tenho doze músicas compostas no ukulele, que vai ser o instrumento base do disco. As canções são bem diversas, tem Rock no estilo Raul Seixas e Elvis Presley, baladas inspiradas em John Lennon e Alceu Valença e outras mais “Xamânicas”, como Sixto Rodriguez e Devendra Banhart.

O ukulele estará no centro das músicas, mas pretendo incorporar outros instrumentos e músicos que já fazem parte do meu universo, como o banjo, a gaita, o baixolão e o acordeom dos meus parceiros de banda. Isso não significa que será a Hey Ho Charlotte tocando minhas músicas. É outra vibe. O projeto é tão recente que ainda nem contei isso a eles!  Troquei uma ideia com os amigos músicos Zeca Viana e Helton Moura que trabalham faz tempo nesse esquema “solo” e recebi boas dicas. Além deles, só minha namorada e minha gatinha de estimação estavam ligadas nesse processo.

Tem muita coisa pra pensar ainda, mas já tenho as músicas e um desenho geral em mente. Pretendo registrar o processo em vídeo e ir soltando aos poucos pra turma sacar.
Uma coisa é certa: “Uruguay” pode até ser um trabalho solo, mas com certeza não será feito sozinho!

 

Zamus, Educação e Tecnologia para o Novo Mercado da Música.

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