Rodrigo Blasques, guitarrista da banda The Mothers, fala sobre as influências em sua carreira e como elas são importantes para os músicos.

Desde moleque, sempre fui um viciado em música. Primeiro fissurado pelas cantigas que minha avó e meu avo cantavam em espanhol, e às vezes em italiano, ou pelo som que meu pai tirava do acordeom. Também, diversas vezes ouvindo minha mãe cantar opera pela casa.

Mas a máxima influência musical em minha vida vem de meu irmão mais velho, Claudio, exímio músico e que desde cedo já era grande influência musical sobre mim. Seu talento e sentimento, tanto no violão como na guitarra, me deixavam com vontade de ser como ele, mas eu me julgava incapaz de aprender algum instrumento e, vendo-o tocar com tamanha habilidade me fazia achar que aquilo era muito difícil e essas coisas. Meu irmão sempre quis me ensinar, mas eu nunca quis se quer tentar aprender.

Mas continuei ouvindo musica através de fitas k7 e VHS de alguns shows e às vezes com os discos antigos de minha irmã. Nesse inicio ouvi muito Elton John, Guns N’ Roses e Faith No More.

De outro lado vinham meus avós com a musica espanhola, comecei a me interessar por Paco de Lucia e outros cantores que cantavam em espanhol como Mercedes Sosa, Teresa Berganza e Sarita Montiel, ja pelo lado do meu irmão ouvia muitos guitarristas como Brian May através do Queen e Van Halen.

Outros músicos que sempre apreciei são aqueles nossos irmãos descendentes dos antigos incas que tocam sua flauta pelo Brasil. Sempre fui aficionado nesse estilo musical e até componho algumas coisas nessa linha hoje em dia, bom, mas voltando ao passado, meu verdadeiro encontro com o Rock and Roll foi quando na casa de um amigo, seu pai me deu o disco Remasters do grande Led Zeppelin. Ali eu vi o Rock and Roll de frente pela primeira vez. Além de outros estilos musicais que habitam as musicas do Zeppelin, levando aquele disco pra casa eu pirei, coloquei para ouvir e foi viagem total  Since i’ve been loving you, Dazed and confused e, Stairway to Heaven , Kashmir, Babe I’m Gonna Leave You e Aquiles last stand não saíam da minha cabeça. Ainda tinham as porradas Communication Breakdown e Good times bad times.  O que era The Battle of Evermore?! Eu pirei com aquilo, cara! Eu vi que podemos ser livres para usar um bandolim em uma banda de rock, apesar de o Led ser mais que isso para mim, inclusive é até hoje minha banda preferida.

Bom daí em diante eu tomei outro rumo. Comecei a pesquisar os ídolos dos caras e encarei o blues e o folk principalmente. Nessa época também viajei na carreira do grande Crosby, Still e Nash e do próprio Neil Young, que para mim é grande influência. Voltando ao blues, mergulhei nesse estilo musical fantástico apreciando os famosos e os não tão famosos do gênero.

Nessa altura, o meu irmão já tinha me ensinado o C, D, E. Ou seja, o dó ré mi literalmente. Ele casou, se mudando de nossa casa. Foi tudo o que alguém me ensinou. O resto e pouco que sei até hoje eu aprendi com Jimmy Page, David Gilmour, Hendrix, Ritchie Blackmore, Alvin Lee, Buddy Guy etc…

Outra banda que teve forte impacto sobre mim foi o Jethro Tull, porque reunia o já comentado alcance da flauta que eu sempre gostei e outros diversos estilos musicais. Que banda é essa?! Eu simplesmente piro com o Tull!

Mais um marco em minha vida musical foi conhecer o Clube da Esquina e os mineiros em geral, isso enriqueceu minhas composições de forma única. Desde Lo Borges, Beto Guedes Milton, Toninho Horta, e as letras do grande Marcio Borges. Meu primeiro contato com minas foi o disco da família Borges. Que disco fantástico!

Também aprecio as bandas que tem e sabem usar a liberdade em suas criações sonoras. Digo isso sobre a mentalidade de uma banda que pode criar algo de 20 minutos e outro feito de 2 minutos no mesmo disco. Uma coisa elaborada demais e uma simples demais.

A música tem que ser assim na minha concepção criar livremente sem rótulos e fórmulas, pegar o flamenco e misturar com os incas e depois cair no blues. É isso.

A música me acompanha ou eu a acompanho desde o início de meus dias e estarei com ela nos últimos certamente.

 

Rodrigo Blasques é guitarrista da banda The Mothers

Zamus, Educação e Tecnologia para o Novo Mercado da Música.

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