Batemos um papo com João Gabriel, vocal e guitarra, da banda mineira Supersanos que nos contou tudo sobre a banda e a cena local

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Zamus – Como vocês definem o som de vocês, diante de tantas bandas e rótulos no cenário atual?

João Gabriel – Não buscamos um som específico. Se a gente toca algo e todo mundo da banda está feliz com o resultado, a gente tenta transformar em música. Mas acredito que possa ser chamado de rock mesmo.Tanto é que no nosso primeiro álbum você ouve passagens de blues, ska, bossa nova. A gente tenta ser o mais natural possível!

Zamus – “Até o dia em que o mundo acabar” – Vocês diriam que o título é algo mais temático mesmo ou é algo aleatório?

João Gabriel – É o nome da terceira faixa do álbum. A gente passou alguns meses tocando as músicas do disco ao vivo e essa faixa era a que mais recebia elogios do público no fim dos shows. Além de ser um nome que achamos interessante, tem o fato de termos um letrista principal, o Bruno, e com isso nossas letras geralmente refletem as coisas que passam na cabeça dele. No fim das contas a gente conseguiu ver várias ligações entre as poesias que ele escreveu e tudo se juntava em ‘Até o dia em que o mundo acabar’. Nada literal. (Risos).

Zamus – E o nome Supersanos o que é?

João Gabriel – Ah, é só um apanhado de letras mesmo. Tentamos inventar uma palavra para que sempre que o povo pensasse nela, já se lembrasse da banda. Foi um brainstorm em que inventamos uns 20 nomes e esse foi o único que se tornou unanimidade

Zamus – E o que influencia o som de vocês?

João Gabriel – O Bruno sempre curtiu mais o lado grunge da coisa, mas ouve muito rock anos 70 também. O Rodolfo é um cara que gosta muito de rock brasileiro e americano, além de ouvir bastante MPB. Eu comecei desde novo ouvindo blues e MPB, mas o que me deu vontade de aprender a tocar guitarra foi o rock britânico dos anos 70. Por convivermos muito, um sempre influencia o outro também… já tivemos de Casa das Máquinas a John Mayer tocando no carro antes de alguns shows.

Zamus – Muitos músicos independentes não sabem como é produzir um disco com um produtor profissional. Conta um pouco sobre a experiência da produção?

João Gabriel – Contratamos o Fred para produzir o álbum junto com a gente e utilizamos o estúdio dele em Sete Lagoas/MG para fazer a pré-produção e gravação. Depois o Fred que se ajeitou com o Thiago na hora da mix e master. Sinto que houve muita cooperação também, pois a gente teve tempo livre para fuçar nas músicas e deixar do jeito que queríamos. No fim das contas a pressão para ter o trabalho finalizado veio de dentro da banda mesmo.

Zamus – Como é que funciona a relação de vocês com o cenário mineiro? E como vocês enxergam esse cenário musical independente?

João Gabriel – A gente tem ótima relação com várias bandas de Belo Horizonte. E eu sinto que a cena de rock em BH está passando por uma mudança. A galera está buscando profissionalizar o material de divulgação, ter maior interatividade com o público. Têm grupos de bandas se unindo para trabalhar juntos e assim conseguirem melhores condições de shows e maior alcance de público. Parece que o pessoal viu que não é uma competição e que a cena mineira só vai pra frente se tiver várias bandas fortes. Assim, a perspectiva parece boa. Vamos ver como vai ser esse ano de trabalho.

Zamus – E os planos pro futuro?

João Gabriel – Bom, estamos agora trabalhando na divulgação do ‘Até o dia em que o mundo acabar’ e vamos soltar vários clipes e outros ‘materiais surpresa’ pelas nossas ferramentas de acesso ao público (facebook.com/supersanos , youtube.com/canalsupersanos )

Por Márcio Maurício

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Zamus, Educação e Tecnologia para o Novo Mercado da Música.

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