O Rock n’ Roll sempre foi sinônimo de contestação e liberdade para a juventude de cada geração. Essa fase é aquela em que sua disposição e energias são canalizadas e liberadas como explosão; por vezes, essa vontade e inconformação são mostradas contrariando regras e até mesmo quebrando leis.

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Muito distante dos conturbados anos 60 e do utópico Woodstock encontra-se a cena atual da música brasileira; temos comentado muito aqui no blog a respeito dela e sobre o desdobrar de bandas e artistas que se esforçam, não apenas para realização de shows e mostras de seus trabalhos, mas para concretizar um cenário forte e justo dentro de cada localidade no país.

E é com essa mesma força rebelde e a vontade de construir algo relevante que a cena carioca deu luz a uma banda de rock emblemática chamada Astro Venga, e ela pode ser encontrada nos cantos mais inusitados da cidade, fazendo barulho e contrariando as regras.

Dony, Antonio e Zozio são os nomes (Que parecem codinomes) dos três rapazes que empunham instrumentos amplificados para fazer barulho em vários cantos: seja em uma praça no maior centro empresarial da capital carioca ou no local de lazer mais popular aos finais de semana. Sempre fugindo de um lado para o outro com seus equipamentos, assim como fazem os camelôs por toda a cidade, sempre vigiando e vigiados por guardas municipais e policiais militares que espreitam qualquer sinal de desordem por esses locais.

Os músicos no facebook se descrevem como uma banda instrumental e dizem preparar material autoral para um suposto trabalho. Por enquanto, nestes cantos, podemos ver apresentações ao ar livre, embaixo do sol forte da tarde do Rio, diga-se de passagem, com versões de grandes nomes da música internacional e nacional. Todas as apresentações são repletas de guitarras carregadas de efeitos, bateria forte e gritos ecoando no ar.

O Astro Venga pode, e deve ser, mais uma das inúmeras bandas de rock que disputam olhares e ouvidos de um público disperso, mas faminto de novidades e novas energias. O ponto que realmente distancia os assuntos é entender que em meio a tanta repressão e opressão devido aos eventos e mudanças na cidade, ainda existem jovens decididos a enfrentar os absurdos cotidianos e fazer repensar os status da ordem e da desordem que assolam nossos dias de meros pedestres e não donos do espaço de nossas cidades.

O rock é esse viés de escape que a juventude pode exercer como grito de suas vozes, e quando achamos que ele finalmente está calado pela falta de sentido da modernidade, eis que ele surge mais retumbante que nunca e, ao menos pra mim, mostra que as situações mudam, mas o espírito permanece o mesmo.

Por Márcio Maurício

Zamus, Educação e Tecnologia para o Novo Mercado da Música.

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