#NMF: AMPLEXOS / SENDEIRO

“O que eu vou deixar quando tudo acabar? Será que brilhei no que me entreguei?
E o que eu acumulei, o que tive de sobra? E as coisas que criei? Qual foi a minha obra?”

O trecho de “Travessia”, canção que encerra o novo disco do Amplexos, traduz com poesia o momento dos seis músicos de Volta Redonda, interior do Rio de Janeiro. Em 2015, o coletivo completa 10 anos de trabalho ininterrupto pela música, construídos a partir da entrega total e diária, que rendeu quatro discos (contando com “Sendeiro”), um single (Jerusalem, 2014) e participações em coletâneas.

Em algumas escolas de religião ou filosofia esotérica, “Sendeiro”/”Senda” são palavras usadas para designar um suposto percurso de progresso espiritual do homem que aspira à iluminação, à união com o divino ou a alguma espécie de iniciação – temas centrais na música do Amplexos. A palavra também é utilizada para designar um cavalo de carga, velho e ruim. No novo álbum, o grupo busca ampliar o alcance de sua mensagem com letras mais diretas e a força de quem encara a música como uma missão para despertar a consciência das pessoas.

“Sendeiro” tem seis faixas e foi gravado no estúdio casa – estúdio, escritório e residência dos Amplexos em Volta Redonda/RJ. Buguinha Dub, produtor que já havia mixado o anterior “A Música da Alma”, dessa vez comandou as gravações, feitas ao vivo em apenas um dia, com todos os músicos tocando juntos. O “professor” Oghene Kologbo, guitarrista nigeriano da formação original do Africa 70 que gravou mais de 30 discos com Fela Kuti, participa da faixa “Do Perdão”, eternizando a genuína guitarra-tenor do afrobeat. Se o trabalho anterior era um disco de remixes “dub”, repleto de efeitos de eco e reverb, “Sendeiro” é mais cru e mostra uma banda entrosada e quente. O rock ganha espaço em faixas como “Tecnologia”, mas a música negra (funk/reggae/soul/afrobeat) ainda é a fonte maior de inspiração.

http://amplexos.com
http://soundcloud.com/amplexos

Graças a Deus pela inspiração.

Amplexos é:

Guga – voz e guitarra
Leandro Vilela – guitarra e vocais
Martché – teclados e vocais
Polito – baixo
Leandro Tolentino – percussão
Mestre André – bateria

Participação:

Oghene Kologbo – guitarra tenor em “Do Perdão”

Produzido por Amplexos,
Gravado por Buguinha Dub no Estúdio Casa, Volta Redonda/RJ.

Mixado por Guga, Leandro Tolentino e Martché no Estúdio Casa, Volta Redonda/RJ,
Masterizado por Tomas Joshen no estúdio Patagonia, em Santiago, Chile.

Projeto Gráfico por Ana Costa
Todas as letras de Guga

Junho/Julho 2015.

Tags:

Zamus, Educação e Tecnologia para o Novo Mercado da Música.

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