Conhece o Robert Smith? E o Medialunas, já escutou? Não? Quer saber a ligação entre os dois? Então confira a entrevista exclusiva desta banda incrível!

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ZAMUS: Vamos lá: Porque Medialunas? A escolha do nome tem a ver com o caso de vocês flertarem com o castelhano?

Medialunas: O nome Medialunas vem sim do croissant que os hermanos comem pela manhã. Quando fomos a Buenos Aires em 2008 assistir um show do Stone Temple Pilots, ficamos viciados na tal da medialuna. Além de uma palavra sonora, achamos que pode simbolizar todo o amor que vivemos há anos e hoje canalizamos também na música.

ZAMUS: Amor do casal ( Andrio e Liege) que acabou virando uma banda e estourou de sucesso por aí! Depois de cada um de vocês passarem por tantas bandas e obterem certa experiência. Como foi entender que os primeiros singles de uma dupla causaram esse grande “BOOM”?!

Medialunas: Realmente nos pegou de surpresa, pois lançamos os singles bem despretensiosamente mesmo. Eram versões demo das músicas, que depois viemos a regravar, mais orgânicas para o disco. Foi uma grande surpresa a receptividade dos sons em si. Ainda não pensávamos em ser uma banda – BANDA. Fazer shows, viajar por aí. Ainda não estávamos muito certos quanto à formação da banda também. No início, pensávamos que precisávamos de mais alguém, um baixista, pelo menos. Mas logo depois de lançar estes singles já começaram a surgir os convites pra shows (a irrecusável estreia em SP – na antiga Casa Dissenso, na festa do Urbanaque e Scream and Yell, os Festivais El Mapa de Todos em Porto Alegre/RS, o Festival Contrapedal – em Montevidéu no Uruguai…) e daí pra frente só foi. Vimos aí que a banda era só a gente mesmo, e que não precisava de mais ninguém, nada!

ZAMUS: E o Robert Smith, heim? Como é que soa pra vocês saberem que uma “lenda” do Rock elogiou o disco e tudo mais?

Medialunas: Nossa, isso foi bem louco. Foi de longe a coisa mais louca (e legal!) que aconteceu com a gente, enquanto banda!
Ele, através da música dele, marcou diferentes fases da nossa vida (desde a primeira vez que ouvimos Boys Don’t Cry ainda crianças até nosso início de namoro, quando escutávamos o Wish, juntos, incessantemente). Ou seja: Tomamos conhecimento da pessoa Robert Smith, através de sua música. Algo que ele, com certeza, faz com sua alma. De repente, ele cita o nome da nossa banda em uma entrevista, dizendo que é muito boa. Deu um frio na espinha. Uma sensação deliciosa de perceber que nós, também fizemos músicas que de alguma forma ficaram na cabeça dele, a ponto de ele lembrar e citar, do nada. E mais legal ainda, de saber que ele tomou conhecimento da nossa existência por meio da nossa música. Coisa que nós também, fazemos com nossa alma. Exatamente da mesma maneira que tomamos conhecimento dele. Há uns bons anos atrás.
É uma sensação linda, mas que não dá pra explicar direito: uma grande influência sua, elogiar seu trabalho. Que talvez fosse diferente, se ele não fosse sua influência. Saca?
Imagino que deva ser uma sensação tipo “fazer contato com marte”.

ZAMUS: E como está sendo tocar em todos esses shows? Artista independente é sinônimo de vida dupla, né? Tá sendo fácil cumprir agenda?

Medialunas: Sim, para nós, não é “vida dupla”, mas “mais uma coisa”. Só que é “mais uma coisa” que GOSTAMOS MUITO de fazer. Jamais será difícil pra gente. A gente costuma programar nossos trabalhos, de forma a encaixar os shows e compromissos sempre, respeitando nosso tempo, sempre.

ZAMUS: Sobre a Trama Virtual, com o fim dela, vocês têm alguma ideia de como vão prosseguir na divulgação e distribuição do material de vocês?

Medialunas: Uma pena o fim do Trama Virtual. Era uma baita plataforma! Um projeto incrível, movido por pessoas incríveis. Mas seguimos disponibilizando nosso disco e singles em plataformas onde é possível o ouvinte baixar gratuitamente, soundcloud, bandcamp, tnb, e agora a Zamus! =)

ZAMUS: Bom, sobre a ligação de vocês com a Transfusão Noise Records – vocês têm ou pretendem seguir os passos deles de lançar materiais em formatos de K7 ou Vinil, como eles fazem?

Medialunas: Com certeza! Estamos trabalhando para viabilizar vinil. É uma cultura de colecionador, a qual nós somos adeptos há muito tempo aqui. Somos fãzaços de vinil. Quase não ouvimos mp3. 🙂
Nós já temos uma musica nossa lançada em K7, na coletânea Marlindo, da Tranfusão Noise Records.

Por Márcio Maurício

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Zamus, Educação e Tecnologia para o Novo Mercado da Música.

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