Sandro Shankara, em uma super aula, nos conta alguns segredos sobre a “Sitar”, instrumento que se tornou muito popular na cultura ocidente e aproveita pra nos esclarecer algumas dúvidas.

De fato, os instrumentos indianos são divinos em som e beleza. e ouvirmos gravações, assistirmos a algum vídeo, ou comparecermos a um show e presenciarmos uma linda performance ao vivo, o deslumbramento que nos ocorre é inevitável.

Gostaria de desmistificar algumas dúvidas e lendas referentes ao Sitar a fim de torná-lo mais popular e acessível no Brasil. Percebo que entre os amantes desta linda arte ainda pairam no ar certos mistérios envoltos pela densa névoa das lendas urbanas. Outro dia fui dar uma aula de Sitar para um músico “das antigas” que, prontamente, fez uma pergunta:

 
sitar_harrison

George Harrison – uma inspiração para muitos ocidentais no Sitar
 
“- é verdade que se levam duas encarnações: uma pra afinar e outra para tocar o Sitar?”
 
Minha resposta foi simples, ousada e objetiva: Não. Na verdade lhe ensino a afinar na primeira aula e, na segunda, você já estará tocando uma “musiquinha”.
318656_262630547121943_100001249985678_785980_2074966046_nSandro Shankara mostrando o básico do Sitar após uma apresentação
 
No início da inserção deste instrumento no Brasil, os primeiros representantes da música indiana faziam as coisas muito intuitivamente, quais sejam: afinar, tocar ou compor. Diria que as performances eram expressões musicais interpretativas do músico, mas de música clássica indiana só tínhamos a busca pelo timbre. 
 
Música indiana não é simplesmente o ato de tocar um instrumento oriental mas sim o fato de conhecer sua base teórica musical (raga) e respeitar suas regras, desta maneira se conectando com sua rasa (sabor/qualidade).
 
O instrumento Sitar é algo paradoxal: é composto por vinte e uma cordas (variavelmente), mas reveste-se de uma simplicidade maior que o nosso violão (seis cordas). Isso porque a música indiana não trabalha com acordes, tornando este um aspecto fundamental e divisor de águas entre ocidente e oriente.
 
harrison e shankar

Harrison e Ravi Shankar (Discipulo e Mestre)
 
Minha afirmação sobre este instrumento não tem objetivos comercias (não tenho preocupação em encher o mercado com futuros sitaristas, ou compradores de instrumento), mas acredito que toda informação sobre música indiana se torna valiosa dentro de um tema em que quase nada se tem escrito. 

AnoushkaShankarSitar300dpiSitarista Anoushka Shankar

 
Enganam-se também aqueles que ao verem uma mulher tocando Sitar – como é o caso da Sitarista Anoushka Shankar, filha do maestro Ravi Shankar – pensam que este é um instrumento feminino ou adequado para elas (mulheres). Como músico afirmo: – em se tratando de instrumentos musicais, não existem peculiaridades que beneficiem ou impeçam homens ou mulheres de os tocarem.
 
Se você deseja se aprofundar mais no tema vale a pena conferir a matéria na íntegra.
 
Outros tópicos que você irá encontrar: Nome e Origem, Como escolher um bom Sitar, Sitar bom e ruim – principais diferenças que podemos observar, Como guardar o instrumento, A Afinação…
 
 
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Zamus, Educação e Tecnologia para o Novo Mercado da Música.

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