André Buarque da banda Daniel e as Vadias  é só elogios a banda SamSarah ressaltando as diversas facetas do grupo e seus integrantes.

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Fui convidado a escrever um pouco sobre algum artista que participasse da Zamus e a minha preferência é dissertar sobre a banda SamSarah, que eu nem tenho tanta intimidade mas acredito que no quesito musical isso possa ser relevado considerando que eu acho o trabalho dos caras definitivamente interessante.

SamSarah tira um som que, embora não seja amplamente pesado, passa longe de ser leve, e eles fazem isso sem abrir mão da melodia fluida, junto daquela união de bateria e baixo (tocados pelo Rufus e pelo Angelo, respectivamente) , que resulta em uma cozinha clássica, indispensável pra uma banda que depende bastante do ritmo pra dar base aos numerosos trabalhos de guitarra (Aliás, parabéns, Vitor, quantas ideias bem executadas).

Por falar em um instrumento específico, a SamSarah é uma daquelas bandas que invocam uma atenção especial às individualidades. Isso começa pela voz, pelo menos na minha opinião, pois o André canta daquela maneira levemente rasgada que não se aprende em lugar nenhum, ou o cantor sabe fazer; ou o cantor se chateia com técnicas pra atingir um tom de outra forma. É realmente chamativo quando a identidade do vocalista é obtida de forma simples, sem nenhuma firula extra, acho até que essa é a maneira certa de se fixar.

Mesmo com os vários momentos em que a guitarra solo é evidenciada com licks e riffs, a harmonia que rola entre os 2 guitarristas é uma das melhores partes das músicas, mais evidente na apresentação ao vivo da banda do que nas faixas do disco. Disco esse, aliás, que é uma bela fugida da quantidade absurda de enrolação que vem sendo lançada por artistas independentes atualmente.

SamSarah entra nos nossos ouvidos como uma ideia do que é tocar esse tipo de rock levemente pauleiro, o rock que obviamente seus membros escutaram e escutam até caírem. É exatamente esse rock que a SamSarah entrega, bem executado e necessário em um ambiente musical cada vez mais preocupado em demonstrar o quão cuidadosamente diferentes e delicadamente sensíveis os artistas podem ser. Frescura.

Música boa é feita com vontade e suor. E por isso eu agradeço ao André, ao Vitor, ao Angelo e ao Rufus. Uma pesada ventania de verdade é exatamente o que estamos precisando.

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Zamus, Educação e Tecnologia para o Novo Mercado da Música.

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